Espaço resevado à divulgação dos trabalhos de Educação para o Trânsito realizados no município de São José - SC e de interesse da sociedade.
14 de maio de 2014
INFORME - Campanha Maio Amarelo - Guarda Municipal de São José
Comandante da Guarda Municipal de São José, Marcelo Muller, concede entrevista a TV Câmara de São José, sobre a ações relacionadas ao Movimento Maio Amarelo.
Guarda Municipal de São José inicia programação da Campanha Maio Amarelo
Foi realizada abordagem aos pedestres na Beira-Mar e também com os servidores da Prefeitura Municipal
Os guardas municipais distribuem o laço, símbolo da campanha Maio Amarelo, e falam sobre os cuidados no trânsito
A Guarda Municipal de São José realizou, na manhã desta segunda-feira (05), uma ação da Campanha Maio Amarelo, que ter como objetivo incentivar a conscientização e reduzir o número de mortes no trânsito.
A mobilização foi realizada na Avenida Beira-Mar de São José, com abordagem aos pedestres para falar da importância da educação no trânsito e distribuir o laço amarelo, símbolo da campanha.
Jofer Fernandes foi abordado pela equipe da Guarda e disse que acha muito importante essa atitude de conscientização. “Isso deveria ser feito sempre, não só no mês de maio. O trânsito só será resolvido pela sociedade, e sabemos que o ser humano é difícil, por isso é importante gerar esta cultura de conscientização da sociedade para diminuir o número de mortes no Brasil”, assinalou.
Loisberto José Barbosa também foi abordado e elogiou a iniciativa, afirmando que hoje em dia existem muitas pessoas irresponsáveis, muita intolerância e as pessoas acabam saindo de casa com medo.
A secretária de Educação, Méri Hang, destaca que a campanha também é feita nas escolas para a formação de uma nova geração mais consciente
A ação também foi realizada na Prefeitura Municipal de São José. A equipe da Guarda Municipal passou nas secretarias destacando a conscientização e os cuidados no trânsito. Para a professora Ângela Gonçalves, do Setor Pense Educação, a ação é muito positiva, pois está sendo feita de uma maneira informal. “Esta é uma maneira bacana de conscientizar e prevenir”, avalia.
Para a secretária de Educação, Méri Hang, a ação da Guarda Municipal é de fundamental importância, não só na divulgação para os servidores, mas para toda a população. “É muito importante que tenhamos um trânsito tranquilo e seguro. Somos parceiros em diversas ações nas escolas, pois entendemos que uma criança bem conscientizada, será também um adulto bem conscientizado”, afirma a secretária.
Além das crianças, os pais também são alvo da campanha. Nesta quinta-feira (8), por exemplo, será realizada uma palestra no CEI Zenir Kretzer Borges, na Colônia Santana, a partir das 19h, com enfoque na educação e conscientização no trânsito.
Segundo o comandante da Guarda Municipal de São José, Marcelo Muller, no Brasil, 150 pessoas morrem por dia nas vias públicas, sendo que o município de São José está em 43° no ranking do Denatran de mortes no trânsito.
“A BR 101, que corta o município de São José, potencializa este número de mortes, mas a campanha é muito importante para chamar atenção para o que acontece atualmente e também para conscientização das pessoas para a educação no trânsito”, explica o comandante.
O Movimento Maio Amarelo tem a proposta de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. “Se conseguirmos salvar uma vida com a conscientização da campanha, para nós já será gratificante”, afirma Muller.
Confira a programação do Maio Amarelo
05/05 – Doação de sangue para vítimas de acidentes de trânsito, Hemosc, a partir das 14h
12/05 – Comando Educativo, Avenida Lédio João Martins, no Kobrasol, das 10h às 15h
19/05 – Mini Pista de Trânsito, Colégio Maria Luiza de Melo, Kobrasol, das 8h às 14h
27/05 – Palestra “Trânsito como tema transversal”, com Irene Rios, no auditório da Secretaria de Educação, PMSJ, às 14h
29/05 – Palestra “Segurança no Trânsito qual o meu papel?”, com Irene Rios, no auditório da Secretaria de Educação, PMSJ, às 14h
Fotos: Glaicon Covre – Secom/PMSJ
Fonte:
Guarda Municipal de São José promove ações para a campanha Maio Amarelo
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Glaicon Covre – Secom/PMSJ Durante todo o mês, os guardas municipais estão usando o laço da campanha Maio Amarelo de conscientização no trânsito |
A Guarda Municipal de São José promoverá, durante todo este mês, ações do Movimento Internacional Maio Amarelo. O objetivo da campanha é incentivar a conscientização e reduzir n número de mortes no trânsito.Para marcar a campanha, estão sendo programadas diversas atividades especiais de educação para o trânsito. Segundo o comandante da Guarda Municipal de São José, Marcelo Muller, no Brasil, 150 pessoas morrem por dia nas vias públicas, sendo que o município de São José está em 43° no ranking do Denatran de mortes no trânsito.
O Movimento Maio Amarelo tem a proposta de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. “Se conseguirmos salvar uma vida com a conscientização da campanha, para nós já será gratificante”, afirma Muller.
O lançamento da campanha será nesta sexta-feira (2), no 42° Rodeio Nacional do CTG os Praianos, onde será realizado o Comando Educativo e Blitz da Balada.
Fonte:
29 de abril de 2014
O Movimento Maio Amarelo
O Movimento MAIO AMARELO nasce com uma só proposta: chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito de todo o mundo. O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre Poder Público e a sociedade civil. A intenção é colocar em pauta o tema segurança viária e, mais do que chamar a atenção da sociedade sobre os altos índices de mortes, feridos e sequelados permanentes no trânsito no país e no mundo, mobilizar o seu envolvimento e também dos órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações, sociedade civil organizada para, fugindo das falácias cotidianas e costumeiras, efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que o tema exige, nas mais diferentes esferas.
Na carona do sucesso de outros movimentos, como o “Outubro Rosa” e “Novembro Azul”, os quais, respectivamente, tratam dos temas câncer de mama e próstata, o “MAIO AMARELO” estimula você a promover atividades voltadas a conscientização, ao amplo debate das responsabilidades e avaliação de riscos sobre o comportamento de cada cidadão, dentro de seus deslocamentos diários no trânsito.
E por isso, o seu símbolo não poderia ser diferente ao laço escolhido, na cor amarela, cuja simbologia em relação a conscientização no combate ao câncer de mama, de próstata (e a sua identificação precoce) e, até mesmo, ao vírus do HIV, está amplamente consolidada pela sociedade. A escolha propositada do laço como símbolo do Movimento vai ao encontro da necessidade da sociedade tratar os acidentes de trânsito como uma verdadeira epidemia e, consequentemente, acionar cada cidadão a adotar as cautelas e prudência hábeis a poupá-lo de ser uma vítima.
Vale ressaltar que o MAIO AMARELO, como o próprio nome traduz, é um movimento, uma ação, não uma campanha, ou seja, cada cidadão, entidade ou empresa pode utilizar o laço do “MAIO AMARELO” em suas ações de conscientização tanto no mês de maio, como, na medida do possível, durante o ano inteiro.
A motivação para o Movimento MAIO AMARELO não é novidade para a sociedade. Muito pelo contrário, é respaldada em argumentos de conhecimento público e notório, mas comumente desprezados sem a devida reflexão sobre o impacto na vida de cada cidadão.
Em conclusão, aguarda-se a participação e envolvimento de todos comprometidos com o bem-estar social, educação e segurança em decorrência de cultura própria e regras de governança corporativa e função social, razão pela qual, convidamos você, sua entidade ou sua empresa a levantar essa bandeira e fazer do mês de maio o início da mudança e do AMARELO a cor da “atenção pela vida”.
Sobre a Década de Ação para Segurança no Trânsito
A Assembleia-Geral das Nações Unidas editou, em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito". O documento foi elaborado com base em um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.
São três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade, o segundo na faixa de 5 a 14 anos e o terceiro na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano, ou um percentual entre 1% e 3% do produto interno bruto de cada país.
Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a "Década de Ação para a Segurança no Trânsito" é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.
O Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, precedido por Índia, China, EUA e Rússia e seguido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Juntas, essas dez nações são responsáveis por 62% das mortes por acidente no trânsito.
O problema é mais grave nos países de média e baixa renda. A OMS estima que 90% das mortes acontecem em países em desenvolvimento, entre os quais se inclui o Brasil. Ao mesmo tempo, esse grupo possui menos da metade dos veículos do planeta (48%), o que demonstra que é muito mais arriscado dirigir um veículo — especialmente uma motocicleta — nesses lugares.
As previsões da OMS indicam que a situação se agravará mais justamente nesses países, por conta do aumento da frota, da falta de planejamento e do baixo investimento na segurança das vias públicas.
De acordo com o Relatório Global de Segurança no Trânsito 2013, publicado pela OMS recentemente, 88 países membros conseguiram reduzir o número de vítimas fatais. Por outro lado, esse número cresceu em 87 países.
A chave para a redução da mortalidade, segundo o relatório, é garantir que os estados-membros adotem leis que cubram os cinco principais fatores de risco: dirigir sob o efeito de álcool, excesso de velocidade, não uso do capacete, cinto de segurança e cadeirinhas. Apenas 28 países, que abrigam 7% da população mundial, possuem leis abrangentes nesses cinco fatores.
O relatório destaca que:
- 89 países, cobrindo 66% da população mundial, têm legislação com relação a beber e dirigir, com limite de álcool no sangue de 0.05g/dl ou menor, conforme recomendado pela OMS;
- 90 países, cobrindo 77% da população mundial, têm leis que obrigam o uso de capacete;
- 111 países, cobrindo 69% da população mundial, têm leis que obrigam o uso do cinto de segurança para todos os ocupantes;
- 96 países, cobrindo 32% da população mundial, têm uma legislação para cadeirinhas.
O documento também aponta que na maioria dos países – mesmo alguns daqueles com melhores resultados – a aplicação das leis é inadequada.
Alguns grupos foram identificados como aqueles com maior risco de morrer em acidentes de trânsito:
- 59% das vítimas fatais estão na faixa etária dos 15 aos 44 anos, e 77% são homens;
- pedestres e ciclistas representam 27% de todas as mortes no trânsito. Em alguns países, esse percentual é superior a 75%, resultado de décadas de negligência com a segurança desses usuários nas políticas públicas, em favor do transporte motorizado;
- pedestres e ciclistas representam 27% de todas as mortes no trânsito. Em alguns países, esse percentual é superior a 75%, resultado de décadas de negligência com a segurança desses usuários nas políticas públicas, em favor do transporte motorizado;
- o risco de morrer em um acidente de trânsito é maior na África (24.1 a cada 100 mil pessoas) e menor da Europa (10.3 a cada 100 mil)
COMO PARTICIPAR
O Movimento MAIO AMARELO foi criado para conscientizar a sociedade da importância de um comportamento seguro no trânsito. Para isso, cada um que apoiar o Movimento pode desenvolver ações e materiais para o MAIO AMARELO.
Veja abaixo algumas ideias que podem inspirar suas ações.
Fonte: http://maioamarelo.com/ - Acesso em 29/04/2014
18 de fevereiro de 2014
4 de fevereiro de 2014
Capacete para moto não é boné; saiba como usá-lo corretamente
Não adianta só colocá-lo na cabeça: capacete ‘frouxo’ vai voar.
Na hora da compra, escolha um que pareça até menor do que sua cabeça.
Roberto Agresti
O capacete é de longe o mais evidente equipamento de segurança do motociclista e, no Brasil, seu uso é obrigatório. Porém, mais do que a lei, é o bom senso que deve fazer do uso de uma proteção para o crânio algo automático quando se monta em uma motocicleta, seja qual for seu tamanho, peso ou potência.
Porém, colocar um capacete na cabeça por si só não é suficiente para garantir que, em caso de acidente, danos físicos na região craniana sejam minimizados.
Cinta jugular
A primeira e mais importante regra diz respeito à fixação do capacete à sua cabeça, por meio da chamada cinta jugular. Esta cinta JAMAIS pode estar frouxa, devendo permanecer 100% em contato com a parte inferior de seu maxilar.
(Foto: Fábio Tito/G1)
Incomoda? Pode ser, mas se a cinta jugular não estiver ajustada assim, a chance do capacete sair da sua cabeça e rolar como uma bola para longe de seu crânio em caso de impacto contra o solo ou outro obstáculo qualquer – acarretando consequências bem ruins – é líquida e certa.
Infelizmente, a consciência deste tipo de mau uso é pequena. Com um pouco de observação nota-se que uma expressiva parcela dos motociclistas anda com a cinta jugular frouxa ou, pior ainda, sem estar afivelada, vestindo o capacete como se fosse um boné. Isso por um suposto conforto ou a facilidade de tirar e colocar o capacete com rapidez.
No passado, fechos de capacete até podiam ser considerados chatinhos de operar, pois geralmente eram constituídos por duas argolas, onde a cinta deveria ser passada de forma relativamente lenta. Esse tipo de fecho, de argolas, é ainda considerado o mais seguro e por conta disso é usado em capacetes mais sofisticados. Porém, modelos de fecho simplificado, de engate rápido, estão cada vez mais populares e nem por isso são prejudiciais à segurança.
Capacete não pode ser folgado
(Foto: Fábio Tito/G1)
Outro fator importante para que um capacete cumpra sua função da melhor maneira possível é o ajuste à sua cabeça: capacete não pode ser folgado. Na hora da compra, deve-se escolher um que pareça até menor do que sua cabeça – sem exagero – considerando que, com pouco tempo de uso, a espuma da forração cederá o tanto necessário para que ele fique justo, confortável, mas jamais folgado.
Modelos de capacete fechados, também chamados de “integrais” são, por evidentes razões, mais seguros do que os capacetes abertos, que não têm proteção para o queixo. Todavia, em uma utilização urbana em baixas velocidades, em localidades quentes e sem vias expressas de trânsito rápido, os modelos abertos são plenamente adequados, cumprindo a função primordial de proteger o crânio.
E a viseira?
Para todos os bolsos
Uma palavra final merece ser dita sobre a imensa variedade de tipos e marcas de capacetes nas lojas. Há preços muito diferentes entre si, o que pode causar certa confusão na mente de um motociclista iniciante. Será mesmo que um capacete caríssimo, que custa dez vezes ou mais do que outro é capaz de oferecer dez vezes mais proteção?
(Foto: Rafael Miotto/G1)
Como sempre, há de se usar o bom senso nesta hora: capacetes também têm grife, e as mais badaladas – geralmente marcas importadas, usadas pelos grandes campeões do motociclismo – são produtos caros por usarem alta tecnologia, matéria-prima sofisticadas e... têm taxas de importação absurdamente altas.
Felizmente, optar por um produto nacional não implicará abrir mão de segurança ou mesmo qualidade construtiva. Há uma rígida norma aplicada à fabricação e comercialização dos capacetes no Brasil, assim como há boas marcas de capacetes nacionais. Marcas internacionais famosas, de olho em nosso grande mercado, também se estabeleceram no país com linhas de montagem, visando maior competitividade e barateamento de custos, e seguindo o mesmo padrão estabelecido em seus países de origem.
Assim, a orientação mais adequada é optar pelo equilíbrio, valorizando a relação custo-benefício que combine com seu bolso, gosto, e necessidade prática. Mas o principal você já sabe: usar sempre, e bem afivelado.
Como é lá fora
não é obrigatório o uso de capacete para andar de
moto (Foto: Rafael Miotto/G1)
Há quem pense que a lei que obriga o uso do capacete é uma violência contra o livre arbítrio, uma intromissão excessiva no direito individual das pessoas. Segundo essa vertente de raciocínio, ao optar por não usar o equipamento o motociclista não prejudicará a ninguém senão a ele mesmo e, portanto, cada um deveria ser livre para decidir se proteger ou não.
Nos Estados Unidos, cada estado pode legislar sobre este tema individualmente. Isso faz com que na Califórnia, Flórida e Wisconsin, entre outros estados, seja possível pilotar motos sem capacete. Na França, país radicalmente motociclista, os “motards” não podem exercer a “liberté” de circular sem o equipamento, e o mesmo ocorre em praticamente todos os países onde a cultura do uso da motocicleta faz parte do dia a dia da maioria da população.
(Foto: Rafael Miotto/Arquivo pessoal)
Exemplos disso são a Grã-Bretanha, Itália, Alemanha e Espanha, onde o uso obrigatório do capacete não está mais em discussão, com a evidente eficácia do acessório superando belos princípios acerca da liberdade individual, mas que não trazem nenhuma contrapartida positiva de ordem prática.
Fonte: http://g1.globo.com/carros/dicas-de-motos/noticia/2014/01/capacete-para-moto-nao-e-bone-saiba-como-usa-lo-corretamente.html - Acesso em 01/02/2014.
31 de janeiro de 2014
Estudo: quem trabalha no trânsito está mais sujeito a doenças
Os profissionais que trabalham diariamente no trânsito, expostos à poluição das ruas, estão mais sujeitos a doenças do que os que atuam em áreas menos poluídas. A conclusão é de um estudo feito, na capital paulista, por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade de São Paulo (USP) e Harvard (EUA).
Os pesquisadores acompanharam grupos altamente vulneráveis aos gases poluentes expelidos pelos veículos: 71 taxistas e 30 funcionários Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que são responsáveis pela fiscalização do trânsito. Para efeito de comparação, foi analisado um grupo menos vulnerável, de 20 trabalhadores do Horto Florestal, que fica na Serra da Cantareira, região da capital com menor nível de poluição.Após quatro anos de pesquisa, os cientistas chegaram à conclusão de que o grupo exposto à poluição do trânsito sofreu vários tipos de danos no organismo. A pesquisa envolveu 90 cientistas, de especialidades como oftalmologia, clinica médica, cardiologia, pneumologia, patologia e até matemática.
O coordenador da pesquisa, o professor Paulo Saldiva, do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP, disse que o ar poluído provocou inflamação nos olhos e pulmão, alterações na pressão arterial e no ritmo cardíaco, distúrbio pró-coagulante, maior tendência à obesidade, conjuntivite, rinite e maior número de quebras cromossômicas, o que significa mais risco de câncer, "tanto nas mucosas expostas, quanto nas células circulantes", afirmou.
Além de professor da USP, Saldiva é membro do Comitê Científico da Universidade de Harvard e fez parte do Comitê da Organização Mundial da Saúde (OMS) que definiu padrões de qualidade do ar. Ele destacou que, além do maior risco de doenças, os taxistas e controladores de tráfego apresentaram "ações adaptativas", ou seja, quando o corpo precisa se adaptar e trabalhar no limite, devido às situações de ruído e estresse, comuns aos grandes centros urbanos. "Por exemplo, no controle da pressão arterial, o sistema que inibe que a gente aumente a pressão está ligado no máximo", explicou.
O estudo avaliou também as variações no estado de saúde dentro do grupo mais exposto à poluição. Ficou comprovado que, à medida em que os poluentes aumentam, o organismo também piora.
As conclusões foram apresentadas hoje, na cidade de São Paulo, durante o Seminário Científico da Poluição Ambiental. Segundo Saldiva, os estudos ainda não estão concluídos e a apresentação de hoje trouxe uma noção geral dos resultados. Os cientistas ainda formularão um relatório que será encaminhado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que financiou a pesquisa.
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