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26 de novembro de 2013

Acidentes de trânsito matam 980 mil pessoas no Brasil em 31 anos

Estudo, que considera o período entre 1980 e 2011, mostra retomada da violência no tráfego, impulsionada pela alta de casos com motos.

Bruno Paes Manso - O Estado de S. Paulo 

Morreram em acidentes de trânsito no Brasil 980.838 pessoas entre os anos de 1980 e 2011. Neste último ano, o País alcançou a maior taxa de mortes por cem mil habitantes desde que os dados começaram a ser contabilizados. Foram 22,5 mortes por 100 mil habitantes, pico que já havia sido alcançado em 1996, antes da criação do Código Brasileiro de Trânsito, que logo depois que começou a vigorar contribui para quedas importantes nas taxas.

Os dados são do Mapa da Violência 2013, acidentes de trânsito e motocicletas, feita pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino Americanos (Cebela).
As motos foram os maiores vilões da retomada da violência no trânsito no Brasil, com crescimento de 742,5% nos últimos 15 anos. Em 1996, morriam por acidentes de moto 0,9 pessoas por 100 mil habitantes. O total cresceu para 7,6 mortes por 100 mil habitantes em 2011. No mesmo período, as mortes em acidentes por automóvel também subiram, mas em proporção menor (41,2%). Em 2011, morreram em acidentes de carro 6,5 pessoas por 100 mil habitantes.
Desde 2008, as motos são as principais causadores de morte no trânsito brasileiro. Tradicionalmente, os pedestres eram as maiores vítimas. Em 1996, morriam 15,6 pedestres por 100 mil habitantes, total 17 vezes maior do que os mortos em motos. Atualmente, as vítimas nas motocicletas é 25% mais alta do que os que andam a pé.
Entre os Estados, Tocantins lidera as taxas de mortes no trânsito, com 37,9 mortes por 100 mil habitantes. É seguido por Rondônia (37,5 por 100 mil), Mato Grosso (35,2), Piauí (34,7) e Mato Grosso do Sul (34,7). O Estado de São Paulo fica na 25ª colocação, com 17,7 mortes por 100 mil habitantes, a frente do Rio de Janeiro (17,2) e Amazonas (14,4), este último, o trânsito menos violento do Brasil. Nos casos de morte de motociclistas, o campeão é o estado do Piauí, com 30,4 mortes por 100 mil habitantes.
Ainda de acordo com o levantamento, a cidade de Presidente Dutra, no Maranhão, é a cidade com o trânsito mais violento do Brasil. Com população de 45.155 habitantes, teve 219 mortes nos últimos cinco anos, o que significa uma taxa de 285,7 mortes por 100 mil habitantes, total 16 vezes maior do que a do Estado de São Paulo.

Fonte:

14 de outubro de 2013

Estudo mostra que pais não colocam cinto de segurança nas crianças em viagens curtas

No Brasil, acidentes de carro são a terceira maior causa de mortalidade  infantil. Veja como é possível deixar as crianças confortáveis sem esquecer da segurança 

Por Nathalia Bianco Louro 

Cinto de segurança (Foto: Shutterstock)

Um estudo americano conduzido pela ONG Safety Child mostrou que 1 em cada 4 pais não coloca o cinto de segurança nas crianças quando a distância a ser percorrida é muito curta. “O risco parece ser menor por causa da distância, mas essa é uma situação que a gente acha que nunca vai acontecer, então você abre uma exceção e corre um risco sem volta”, diz Alessandra Françoia, coordenadora Nacional da ONG Criança Segura.
O uso do Bebê Conforto (crianças com até 13 Kg), da cadeira de segurança (entre 13 e 18 kg) e do assento de elevação (entre 15 e 36kg) é essencial para evitar acidentes, mas eles devem ser instalados corretamente e o uso do cinto de segurança é indispensável. Um estudo da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostra que cerca de 50% dos acidentes graves e/ou fatais ocorrem a menos de 50 km de casa, outros 25% ocorrem entre  50 e 200 km. Ou seja, mais da metade dos acidentes graves e/ou fatais ocorrem em menos de 30 minutos de passeio. “O uso do cinto de segurança nos equipamentos deve ser usado independente da distância a ser percorrida e isso deve ser um hábito da família”, diz Alessandra.
O estudo da Safety Child mostra que quando os pais abrem exceções ao uso do cinto de segurança, eles estão mostrando para as crianças que esse não é um item de muita importância. Mais tarde, elas também pode abandonar o hábito de usar o cinto de segurança.
No Brasil, uma pesquisa feita pela ONG Criança Segura em setembro de 2012, analisou pessoas com 18 anos ou mais que dirigem e transportam crianças de até 10 anos. A cada 10 pessoas entrevistadas, 3 admitiram não usar a cadeirinha.
Outra exceção que os pais fazem é quando a distância a ser percorrida é muito grande, e as crianças acabam ficando com sono. Pelo conforto delas, eles acabam abrindo mão do uso do cinto de segurança. “Viagens mais longas ou durante a noite são mais perigosas, pois a velocidade é mais alta”, explica Alessandra.
Além disso, afrouxar o cinto de segurança ou passar a tira lateral (quando o cinto é de três pontos) atrás das costas da criança são outras saídas que muitas vezes os pais acham em nome do conforto. “Em relação ao cinto de segurança, não pode mudá-lo de lugar e nem afrouxá-lo. Caso contrário, a criança fica com maior movimento e as lesões do impacto na coluna e em outras regiões são mais severas”, conta a especialista, “E assim, ele perde sua utilização, já que o travamento não será acionado”.
Nos Estados Unidos, acidentes de carro são os principais responsáveis por morte infantil. No Brasil, essa é a terceira maior causa. Para deixar a criança mais confortável, sem abrir mão da segurança, Alessandra indica o uso de travesseiros nas laterais dos equipamentos de segurança, como o bebê conforto e da cadeirinha. Assim, a criança adormece com a cabeça inclinada para o lado. “A partir do ano que vem, será obrigatório o encosto nos assentos de elevação, que além de ser mais confortável, protege contra impactos laterais", antecipa.

Fonte:

4 de abril de 2013

Indenizações pagas pelo DPVAT registram crescimento de 39%

Talita Inaba - Portal do Trânsito


Da redação do Portal do Trânsito

A Seguradora Líder, responsável pelo pagamento do seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) divulgou nesta terça feira (26) o boletim referente ao ano de 2012 sobre acidentes de trânsito.

Os casos de Invalidez Permanente representaram a maioria das indenizações pagas pelo seguro no período, 69%, mantendo o mesmo comportamento observado no ano anterior e representando um crescimento de 47% em relação às indenizações de 2011.

Nos casos de morte apesar de apresentar um crescimento de 5% em relação a 2011, sua participação em 2012 foi menor na quantidade de sinistros pagos em relação às demais coberturas.

Em números absolutos foram pagas 352.495 indenizações por invalidez permanente e 60.752 por mortes no período de janeiro a dezembro de 2012.

No ano de 2012, a maior incidência de indenizações pagas foi para vítimas entre 18 e 34 anos (51%), predominantemente do sexo masculino (41%), mantendo o comportamento observado no ano de 2011.

De janeiro a dezembro de 2012, a maioria das vítimas indenizadas pelo Seguro DPVAT foram do sexo masculino, 77%, percentual idêntico ao ano anterior. A maior incidência de vítimas foram os motoristas (58%), e dentre estes, 45% foram do sexo masculino.

A maior incidência foi de Invalidez Permanente, que representou 69% das indenizações pagas, aumentando em 4 pontos percentuais a participação dessa cobertura frente o mesmo
período de 2011.


No ano de 2012, a motocicleta representou a maior parte das indenizações, 69% dos pagamentos, sendo o anoitecer o período de maior incidência de acidentes indenizados, seguido pela tarde.

De janeiro a dezembro de 2012, 58% das indenizações pagas pelo Seguro DPVAT, por tipo de vítima, foi para motoristas, sendo que o período com maior incidência de acidentes indenizados foi o anoitecer seguido pela tarde.

Para ler o Boletim Estatístico na íntegra, clique aqui.

29 de junho de 2012

Semana Nacional de Trânsito 2012


publicado em 28 de maio de 2012



SEMANA NACIONAL DE TRÂNSITO 2012
TEMA: “Década Mundial de Ações para a Segurança do Trânsito – 2011/2020: Não exceda a Velocidade, Preserve a Vida”. 

Dando continuidade às ações da Década Mundial de Ação pela Segurança no Trânsito, proclamada pela Organização das Nações Unidas em 2010, o Conselho Nacional de Trânsito definiu o tema da Semana Nacional de Trânsito de 2012.

Atualmente cerca de 2 milhões de pessoas morrem por ano, vítimas da violência no trânsito, e o número de feridos é ainda mais alarmante. Levando em conta que dois dos principais fatores que influenciam no crescimento da taxa de mortalidade no trânsito são a relação “comportamento e segurança dos usuários” e o excesso de velocidade, e os relatórios internacionais sobre acidentes de trânsito, o Contran definiu o tema da Semana Nacional de Trânsito 2012 como: “Década Mundial de Ações para a Segurança do Trânsito – 2011/2020: Não exceda a Velocidade, Preserve a Vida”.

A velocidade é tema inédito na semana nacional, e o principal foco é a conscientização de jovens entre 18 e 25 anos, considerados o grupo mais vulnerável e de maior exposição ao risco de acidentes de trânsito. Para traçar e realizar as ações o Contran definiu como prioridade a necessidade de unir esforços intersetoriais, visando a redução dos acidentes de trânsito.

 
JULIO FERRAZ ARCOVERDE
Presidente do Contran e Diretor do Denatran

11 de maio de 2012

Karatê na Comunidade


Visando prevenir a violências e a criminalidade em comunidades vulneráveis, a partir do envolvimento de crianças em atividades esportivas, este projeto contemplará 500 crianças do ensino fundamental municipal com aulas inteiramente gratuitas da Karatê, com professores capacitados, doação de um Kimono para o desenvolvimento da arte marcial para cada criança participante e todo o suporte necessário para o pleno desenvolvimento da atividade física. A formação dos participantes envolverá princípios e valores como a educação, a disciplina, respeito, humildade e não discriminação de raça, credo, idade, sexo ou condição social.
Por que praticar Karatê?

O Karatê tem enormes benefícios para o corpo, mente e espírito tais como: Fisicamente é bom para o coração, fortalece ossos e músculos, cria resistência, desenvolve coordenação motora e visual, e torna o organismo menos suscetível a ferimentos e doença. Mentalmente ajuda a desenvolver paciência, disciplina, perseverança e compreensão, bem como a concentração e foco. Espiritualmente constrói confiança, desenvolve e aumenta o autocontrole, a serenidade e a paz.

Inscreva seu filho.

Aulas nos períodos matutino e vespertino
Bairro Lisboa: Quadra Poliesportiva do SESC
Bairro Jardim Zanelatto: Ginásio de Esportes J. Zanelatto

Maiores informações
Fone: (48) 3259-6160
e-mail: educacaogmsj@gmail.com

19 de setembro de 2010

Infrator

Paródia do Poema “José”, de Carlos Drummond de Andrade

INFRATOR

E agora infrator?
Você se perdeu,
No freio pisou,
Mas não adiantou
E o carro bateu.
E agora Infrator?
E agora você?
Você que é adulto,
Que é cidadão,
Você que é saudável,
A vida, preserva?
E agora infrator?

Está sem razão,
Está sem moral,
Está com vergonha.
Já não pode olhar,
Já não pode lembrar,
Chorar, já não pode.
Seu filho sofreu,
O cinto, não tinha,
Cadeirinha, não tinha,
Segurança, não tinha,
Não tinha juízo.
E tudo acabou,
A lei, infringiu
E seu filho pagou.
E agora infrator?

E agora infrator?
Sua doce palavra,
Seu carinho e afeto,
Sua atitude de pai,
Sua dedicação,
Sua falta de cuidado,
Seu mau exemplo,
Sua imprudência,
Sua culpa – E agora?

Com o filho nos braços,
Quer vê-lo brincar,
Mas ele não brinca.
Quer vê-lo sorrir,
Mas sorrir, já não pode,
Quer que o tempo volte,
Mas o tempo não volta.
Infrator, e agora?

Se você agisse,
Se você quisesse,
Se você usasse
O equipamento de segurança.
Se você parasse,
Se você pensasse
Na vida da criança.
Mas você não pensa,
Você é imprudente, infrator!

Sozinho, sem rumo,
Qual “bicho-homem”,
Sem explicação,
Sem motivo algum
Para justificar.
Desesperado, você acorda
E suspira aliviado.
Foi um pesadelo, infrator!
Infrator, até quando?

Colaboração: Irene Rios da Silva (autora)

4 de agosto de 2010

Pai, Educando para o Trânsito!

Homenagem aos Pais pela passagem do seu dia.

Carta ao Pai

Pai você é meu herói! Sempre cuidando de mim com muito carinho. Nunca me deixou faltar nada, principalmente amor e dedicação.

Está sempre zelando pela minha saúde e pela minha felicidade. Me incentivando a ingerir alimentos saudáveis, me ajudando nos estudos. Adoro esses seus cuidados, pai, principalmente seu zelo pela minha segurança no trânsito.

Hoje sou adolescente, mas lembro que, quando era criança, você só permitia que viajasse no automóvel na cadeirinha, nunca deixou que sentasse na frente antes dos dez anos. Exige que eu use sempre o cinto de segurança.

Nos primeiros dias de aula, me acompanhou até a escola, para que eu memorizasse o trajeto mais seguro, lembro que segurava sua mão ao atravessar as ruas.

Mais tarde, quando fui estudar em uma escola mais distante, antes de contratar o transporte escolar, buscou referências sobre a prestação do serviço, verificou também as condições do veículo e da documentação pessoal do motorista.

Quando me presenteou com uma bicicleta, foi um dia muita feliz. Ela veio acompanhada com vários equipamentos de segurança. Você sempre me orientou a pedalar nos lugares mais seguros, tomando todos os cuidados.

Agradeço, pai, por tudo isso, principalmente pelo seu exemplo, que reforça toda a educação que tem me proporcionado. Dizem que estou ficando com o teu jeito. Faz sentido, em tudo que faço me espelho em você...

Agradeço por dirigir sóbrio, com prudência, sempre respeitando o próximo.

Você é o melhor!

Colaboração: Irene Rios