4 de fevereiro de 2014

Capacete para moto não é boné; saiba como usá-lo corretamente

Não adianta só colocá-lo na cabeça: capacete ‘frouxo’ vai voar.
Na hora da compra, escolha um que pareça até menor do que sua cabeça.


Roberto Agresti


O capacete é de longe o mais evidente equipamento de segurança do motociclista e, no Brasil, seu uso é obrigatório. Porém, mais do que a lei, é o bom senso que deve fazer do uso de uma proteção para o crânio algo automático quando se monta em uma motocicleta, seja qual for seu tamanho, peso ou potência.
Porém, colocar um capacete na cabeça por si só não é suficiente para garantir que, em caso de acidente, danos físicos na região craniana sejam minimizados.
Cinta jugular
A primeira e mais importante regra diz respeito à fixação do capacete à sua cabeça, por meio da chamada cinta jugular. Esta cinta JAMAIS pode estar frouxa, devendo permanecer 100% em contato com a parte inferior de seu maxilar.
Cinta jugular do capacete não pode estar frouxa (Foto: Fábio Tito/G1)Cinta jugular do capacete não pode estar frouxa
(Foto: Fábio Tito/G1)
Incomoda? Pode ser, mas se a cinta jugular não estiver ajustada assim, a chance do capacete sair da sua cabeça e rolar como uma bola para longe de seu crânio em caso de impacto contra o solo ou outro obstáculo qualquer – acarretando consequências bem ruins – é líquida e certa.
Infelizmente, a consciência deste tipo de mau uso é pequena. Com um pouco de observação nota-se que uma expressiva parcela dos motociclistas anda com a cinta jugular frouxa ou, pior ainda, sem estar afivelada, vestindo o capacete como se fosse um boné.  Isso por um suposto conforto ou a facilidade de tirar e colocar o capacete com rapidez.
No passado, fechos de capacete até podiam ser considerados chatinhos de operar, pois geralmente eram constituídos por duas argolas, onde a cinta deveria ser passada de forma relativamente lenta. Esse tipo de fecho, de argolas, é ainda considerado o mais seguro e por conta disso é usado em capacetes mais sofisticados. Porém, modelos de fecho simplificado, de engate rápido, estão cada vez mais populares e nem por isso são prejudiciais à segurança.
Capacete não pode ser folgado

 
Capacete tem de ficar justo na cabeça (Foto: Fábio Tito/G1)Capacete tem de ficar justo na cabeça
(Foto: Fábio Tito/G1)
Outro fator importante para que um capacete cumpra sua função da melhor maneira possível é o ajuste à sua cabeça: capacete não pode ser folgado. Na hora da compra, deve-se escolher um que pareça até menor do que sua cabeça – sem exagero – considerando que, com pouco tempo de uso, a espuma da forração cederá o tanto necessário para que ele fique justo, confortável, mas jamais folgado.
Modelos de capacete fechados, também chamados de “integrais” são, por evidentes razões, mais seguros do que os capacetes abertos, que não têm proteção para o queixo. Todavia, em uma utilização urbana em baixas velocidades, em localidades quentes e sem vias expressas de trânsito rápido, os modelos abertos são plenamente adequados, cumprindo a função primordial de proteger o crânio.
E a viseira?
Viseira é essencial para proteger os olhos (Foto: Fábio Tito/G1)Capacetes tanto abertos como fechados devem, por lei, ser equipados com viseira ou, na ausência dela, o motociclista precisa usar óculos de proteção, como os dos pilotos em competições fora-de-estrada, como enduro ou motocross.Viseira é essencial para proteger os olhos(Foto: Fábio Tito/G1)

Para todos os bolsos

Uma palavra final merece ser dita sobre a imensa variedade de tipos e marcas de capacetes nas lojas. Há preços muito diferentes entre si, o que pode causar certa confusão na mente de um motociclista iniciante. Será mesmo que um capacete caríssimo, que custa dez vezes ou mais do que outro é capaz de oferecer dez vezes mais proteção?
Capacetes para motociclistas (Foto: Rafael Miotto/G1)Capacetes para motociclistas
(Foto: Rafael Miotto/G1)
Como sempre, há de se usar o bom senso nesta hora: capacetes também têm grife, e as mais badaladas – geralmente marcas importadas, usadas pelos grandes campeões do motociclismo – são produtos caros por usarem alta tecnologia, matéria-prima sofisticadas e...  têm taxas de importação absurdamente altas.
Felizmente, optar por um produto nacional não implicará abrir mão de segurança ou mesmo qualidade construtiva. Há uma rígida norma aplicada à fabricação e comercialização dos capacetes no Brasil, assim como há boas marcas de capacetes nacionais. Marcas internacionais famosas, de olho em nosso grande mercado, também se estabeleceram no país com linhas de montagem, visando maior competitividade e barateamento de custos, e seguindo o mesmo padrão estabelecido em seus países de origem.
Assim, a orientação mais adequada é optar pelo equilíbrio, valorizando a relação custo-benefício que combine com seu bolso, gosto, e necessidade prática. Mas o principal você já sabe: usar sempre, e bem afivelado.
Como é lá fora

 
Em Milwaukee não é obrigatório o uso de capacete para anda de moto (Foto: Rafael Miotto/G1)Em Wisconsin, nos Estados Unidos,
não é obrigatório o uso de capacete para andar de
moto (Foto: Rafael Miotto/G1)
Há quem pense que a lei que obriga o uso do capacete é uma violência contra o livre arbítrio, uma intromissão excessiva no direito individual das pessoas. Segundo essa vertente de raciocínio, ao optar por não usar o equipamento o motociclista não prejudicará a ninguém senão a ele mesmo e, portanto, cada um deveria ser livre para decidir se proteger ou não.
Nos Estados Unidos, cada estado pode legislar sobre este tema individualmente. Isso faz com que na Califórnia, Flórida e Wisconsin, entre outros estados, seja possível pilotar motos sem capacete. Na França, país radicalmente motociclista, os “motards” não podem exercer a “liberté” de circular sem o equipamento, e o mesmo ocorre em praticamente todos os países onde a cultura do uso da motocicleta faz parte do dia a dia da maioria da população.
Capacete também é obrigatório na França (Foto: Rafael Miotto/Arquivo pessoal)Capacete também é obrigatório na França
(Foto: Rafael Miotto/Arquivo pessoal)
Exemplos disso são a Grã-Bretanha, Itália, Alemanha e Espanha, onde o uso obrigatório do capacete não está mais em discussão, com a evidente eficácia do acessório superando belos princípios acerca da liberdade individual, mas que não trazem nenhuma contrapartida positiva de ordem prática. 

31 de janeiro de 2014

Estudo: quem trabalha no trânsito está mais sujeito a doenças

Os profissionais que trabalham diariamente no trânsito, expostos à poluição das ruas, estão mais sujeitos a doenças do que os que atuam em áreas menos poluídas. A conclusão é de um estudo feito, na capital paulista, por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade de São Paulo (USP) e Harvard (EUA).
Os pesquisadores acompanharam grupos altamente vulneráveis aos gases poluentes expelidos pelos veículos: 71 taxistas e 30 funcionários Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que são responsáveis pela fiscalização do trânsito. Para efeito de comparação, foi analisado um grupo menos vulnerável, de 20 trabalhadores do Horto Florestal, que fica na Serra da Cantareira, região da capital com menor nível de poluição.Após quatro anos de pesquisa, os cientistas chegaram à conclusão de que o grupo exposto à poluição do trânsito sofreu vários tipos de danos no organismo. A pesquisa envolveu 90 cientistas, de especialidades como oftalmologia, clinica médica, cardiologia, pneumologia, patologia e até matemática.
O coordenador da pesquisa, o professor Paulo Saldiva, do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP, disse que o ar poluído provocou inflamação nos olhos e pulmão, alterações na pressão arterial e no ritmo cardíaco, distúrbio pró-coagulante, maior tendência à obesidade, conjuntivite, rinite e maior número de quebras cromossômicas, o que significa mais risco de câncer, "tanto nas mucosas expostas, quanto nas células circulantes", afirmou.
Além de professor da USP, Saldiva é membro do Comitê Científico da Universidade de Harvard e fez parte do Comitê da Organização Mundial da Saúde (OMS) que definiu padrões de qualidade do ar. Ele destacou que, além do maior risco de doenças, os taxistas e controladores de tráfego apresentaram "ações adaptativas", ou seja, quando o corpo precisa se adaptar e trabalhar no limite, devido às situações de ruído e estresse, comuns aos grandes centros urbanos. "Por exemplo, no controle da pressão arterial, o sistema que inibe que a gente aumente a pressão está ligado no máximo", explicou.
O estudo avaliou também as variações no estado de saúde dentro do grupo mais exposto à poluição. Ficou comprovado que, à medida em que os poluentes aumentam, o organismo também piora.
As conclusões foram apresentadas hoje, na cidade de São Paulo, durante o Seminário Científico da Poluição Ambiental. Segundo Saldiva, os estudos ainda não estão concluídos e a apresentação de hoje trouxe uma noção geral dos resultados. Os cientistas ainda formularão um relatório que será encaminhado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que financiou a pesquisa.
Fonte:

Programa Observar - Principais Colisões e Como Evitá-la


13 de janeiro de 2014

OPAS/OMS no Brasil lança manual “Segurança de Pedestres” em português


Publicação da OMS, compondo uma série voltada a gestores, profissionais e demais interessados na temática da prevenção às mortes e lesões no trânsito, aborda a essencial questão dos deslocamentos realizados pé.  O manual descreve a dimensão das mortes e lesões em pedestres; os principais fatores de risco; as formas de avaliação situacional da segurança destes usuários das vias públicas num dado cenário e a elaboração de um plano de ação; além de como selecionar, desenhar, implantar e avaliar medidas.

O manual, disponível agora em português, salienta a importância de uma abordagem abrangente e holística, que inclui engenharia de trânsito, legislação e fiscalização bem como medidas voltadas ao comportamento. Chama também a atenção para os benefícios de caminhar, que deve ser promovido como um modo de transporte, em face de seu potencial de melhoria da saúde e a preservação do meio ambiente.  O livro, elaborado para um público multidisciplinar – incluindo engenheiros, gestores, policiais, profissionais da saúde pública e instrutores, entre outros – busca contribuir para o para o fortalecimento da capacidade local para implantar medidas para a segurança de pedestres em todo o mundo.

Sim, pedestre é trânsito
 
Quando pensamos em “trânsito” é comum que as imagens que mais imediatamente nos ocorra sejam a de carros nas ruas. No entanto, tomando-se o Brasil como exemplo, a maioria dos deslocamentos realizados nas cidades é feita pé e por bicicleta. Esta proporção é ainda maior quanto menor a população da cidade. Mas mesmo nas grandes aglomerações urbanas, como a região Metropolitana de São Paulo, os deslocamentos de pedestres somam, diariamente, mais 12 milhões de viagens. Estas, somadas àquelas feitas por transporte coletivo (que implicam em um necessário deslocamento complementar a pé) representam nada menos que 70% das viagens realizadas na Região. 
 
Contudo, apesar de ser a mais antiga, natural, a mais óbvia e acessível forma humana de se locomover, é comum que gestores do espaço público (e mesmo os usuários das vias) relacionem as caminhadas mais a uma “falta de transporte” do que a um modo de locomoção em si. Não raro, os pedestres acabam sendo vistos – ou pior: veem a sim próprios – mais como um “empecilho” ao tráfego do que como um trânsito propriamente dito. Esse pensamento ignora o papel específico e muitas vezes insubstituível dos deslocamentos a pé, assim como as vantagens, do ponto de vista da economia, da preservação ambiental, da qualidade de vida e do risco oferecido a quem compartilha as vias. Nesse contexto, muitas de nossas cidades foram construídas ou adaptadas de modo a privilegiar a eficiência do transporte individual motorizado, onde caminhar significa, muitas vezes, enfrentar condições precárias ou mesmo humilhantes.
 
Esta situação não é diferente na maior parte dos países em desenvolvimento – ou mesmo em certas regiões de países alta renda.  Nesse contexto, no ano em que as Nações Unidas dedicaram a 2a Semana Global da Segurança no Trânsito à segurança do pedestre (6-12 de Maio de 2013), a OMS lançou o manual Pedestrian Safety, traduzido agora para o português pela OPAS/OMS no Brasil.

E o que tem a saúde a ver com isso?

Dada a vulnerabilidade de um pedestre e a desproporção dos corpos em choque, os atropelamentos podem ser eventos devastadores, mesmo a velocidades consideradas “baixas” pelos condutores.  Assim, todos os anos, mais de 270.000 pedestres perdem suas vidas no transito, enquanto outros milhões sobrevivem lesados – muitos deles permanentemente incapacitados. Nas Américas, as mortes de pedestres representam cerca de 20% dos totais de todas as mortes no trânsito (como é o caso brasileiro) – uma porcentagem, em nível regional, mais alta que qualquer outra modalidade de transporte.  Em países andinos, esta proporção chega a ser superior a 40% dos eventos fatais no trânsito.
Estas cifras, por si, já revelam o impacto sociais e econômicos dos atropelamentos. Contudo a relação da saúde pública com deslocamentos de pedestres não se limita à grave questão da morbimortalidade por traumas no trânsito (os ditos “acidentes”). No Brasil, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) repodem por cerca de 70% das mortes no País. Se tomarmos as enfermidades incluídas nesta categoria, temos que a doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e o diabetes podem guardam relação direta com estilos de vida sedentários, enquanto as neoplasias (canceres) e doenças das vias aéreas inferiores se relacionam com a poluição atmosférica. Em cidades como São Paulo, por exemplo, os gases poluentes, produzidos em grande parte por veículos automotores, já respondem por mais mortes que os acidentes de trânsito em si.  

A prevenção de muitas das DCNTs, passa, desta forma, pelo incentivo a práticas como a do chamado “transporte ativo” (ciclismo e caminhadas), seja pela prática da atividade física em si, seja pelos benefícios ambientais relacionados a estas modalidades.  Deslocar-se a pé, contudo, requer incentivos que são dados, principalmente, por condições materiais objetivas para a prática. Ou seja, a criação de ambientes não hostis, seguros ou que estimulem os deslocamentos a pé.  O Manual, nesse sentido, fundamenta-se em preceitos efetivos da promoção de saúde, à medida que busca a criação de uma ambiência que não apenas preconize, mas favoreça a prática saudável.  

A publicação, assim, traz informações a serem utilizadas no desenvolvimento e implantação de medidas abrangentes, visando melhorar a segurança de pedestres. São também analisadas a dimensão das fatalidades e lesões em pedestres e a importância de tratar os principais fatores de risco associados.  Os passos descritos para a uma avaliação situacional, para auxiliar a priorização de medidas e a elaboração de um plano de ação, visam também auxiliar a implementação e avaliação de medidas. As estratégias apresentadas podem ser aplicadas em nível nacional e subnacional, e sua estrutura em módulos permite a adoção atender às necessidades ou problemas específicos de diferentes realidades. Por fim, embora sirva a situações diversas, o manual tem por foco países de baixa e média renda.
 

 
Acesse aqui o manual Segurança de Pedestres
Acesse aqui o folder Caminhar com Segurança

Fonte: http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=4554:opasoms-no-brasil-lanca-manual-seguranca-de-pedestres-em-portugues&catid=845:bra-03-b-noticias&Itemid=777 - Acesso em 10/01/2014

6 de janeiro de 2014

Dirigir de ressaca é tão perigoso quanto dirigir bêbado, aponta estudo


Da Redação

Que o álcool e a direção não combinam e podem causar graves acidentes já é de conhecimento de todo mundo e isto sempre é lembrado em campanhas educativas e de trânsito. 

A novidade é que estudos apontam que conduzir um veículo de ressaca pode ser tão perigoso quanto dirigir alcoolizado. 

A avaliação de cientistas da Grã-Bretanha e da Holanda é de que os efeitos provocados pela ingestão de bebidas alcoólicas vão além do que se imagina. 

Até então, acreditava-se que os sintomas sentidos no corpo humano duravam apenas enquanto existia a concentração de álcool no sangue. 

No entanto, pesquisas realizadas em simuladores mostraram que as pessoas com ressaca apresentavam variações de velocidade na condução do carro, demora no tempo de reação, erros e desvios. 

A avaliação ocorreu depois que a concentração de álcool no sangue dos participantes voltou a zero. 

Mesmo assim, os cientistas observaram que o comportamento era muito parecido com o do momento em que ainda estavam alcoolizados. 

Em testes com os mesmos voluntários, só que desta vez sem a ingestão de álcool, os participantes demonstraram bons resultados na condução dos veículos, sem a perda de atenção demonstrada no teste durante a ressaca. 

Os estudos foram realizados na Universidade West of England e na Universidade de Utrecht, na Holanda.

Fonte: http://www.regiaonoroeste.com/portal/materias.php?id=54032 - Acesso em 26/12/2013

27 de dezembro de 2013

Natal Solidário 2013 - Papai Noel Azul da Guarda Municipal de São José


Evento realizado na comunidade do Loteamento Benjamim, em Forquilhinha, São José, no dia 20 de dezembro de 2013, pelo Setor de Educação para o Trânsito da Guarda Municipal de São José.

Vídeo


Preparativos






Secretária Municipal de Segurança, Defesa Social e Trânsito de São José, Andréa Pacheco.























Limpeza



5 de dezembro de 2013

Palestra no Educandário Santa Catarina

Palestra "Segurança da Criança no Trânsito", com a Guarda Municipal de São José e Irene Rios, realizada para pais de alunos do Educandário Santa Catarina, dia 28 de novembro de 2013.