21 de março de 2012

Novas postagens no Portal de Psicologia do Trânsito

Para visualizar, clique nos títulos!

Uso de automóveis e o caos urbano – considerações sobre o planejamento de transportes das grandes cidades
Autores: Jacqueline Elhage Ramis; Emmanuel Antônio dos Santos
Referência: Journal of Transport Literature, v. 6, n. 4, 2012, p. 164-177


Psicologia do Trânsito: O nascimento de uma ciência
Autora: Alessandra Sant’Anna Bianchi
Referência: Interação em Psicologia, v. 15 (número especial), 2011, p. 71-75

Perspectivas para a Psicologia do Trânsito

Autora: Iara Picchioni Thielen
Referência: Interação em Psicologia, v. 15 (número especial), 2011, p. 77-86

Autores: João Bosco de Assis Rocha; William Lee Berdel Martin; Olavo de Faria Galvão
Referência: Temas em Psicologia, v. 19, n. 2, 2011, p. 391-403


15 de março de 2012

Até que ponto o som alto pode interferir na condução do veículo?

Ao comprar um veículo, um dos primeiros itens a serem instalados ou exigidos pelo proprietário é o som automotivo. Dirigir e ouvir som alto é comum entre os motoristas, mas você sabe até que ponto esse hábito pode interferir no trânsito?

Segundo a pedagoga especialista e consultora em educação de trânsito, Elaine Sizilo, conduzir ouvindo som alto pode ser muito perigoso. Segundo ela, esse hábito fere um dos cinco elementos da direção defensiva, que é a atenção.

“A falta de atenção provocada pelo som alto impede que o condutor ouça uma buzina de advertência do outro motorista, uma sirene de ambulância ou até mesmo um apito de uma autoridade do trânsito”, explica Elaine.

Influência dos ritmos

De acordo com a Elaine, o gênero musical pode influenciar na atitude do motorista.“Uma música agitada, como um rock, por exemplo, pode motivar o motorista a exercer mais velocidade. O motorista usa o veículo para expressar a euforia que a música transmite”, explica.

“A música em volume alto cria uma atmosfera à parte, como se o condutor estivesse na sala de sua casa, por exemplo, ou seja, ele sai daquele ambiente de trânsito e a atenção dele fica extremamente comprometida. Isso no trânsito é extremamente perigoso”, ressalta.

Volume ideal

O volume do som não deve interferir na audição dos sons externos ao veículo. Elaine explica que o volume ideal é o de uma pessoa conversando dentro do carro.

Para a especialista, o motorista deve usar o rádio para ouvir informações de trânsito, que podem causar menos estresse e agilizar sua vida.

Outra dica é escutar músicas agradáveis, que proporcionem ao motorista uma sensação de calma e que o ajudem a enfrentar o trânsito com mais paciência.

Falta de atenção

Segundo Elaine, muitos acidentes ocorrem pelo simples fato de o motorista mudar uma estação do rádio, procurar um CD ou pendrive.

“Estudos mostram que, ao tirar a atenção do volante por dois segundos, dependendo da velocidade do veículo, o carro pode andar 50 metros às cegas. Muitos acidentes são provocados por isso”.

O que diz a lei

Segundo o artigo 228 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), transitar ouvindo som em volume ou frequência que não sejam autorizados pelo Contran (Conselho Nacional de Transito) é considerado infração grave, com multa de R$ 127 e acréscimo de cinco pontos na carteira de habilitação.

De acordo com o Contran, para caracterizar a infração, é preciso o uso de um aparelho específico para medição em distâncias pré-determinadas. Elaine ainda explica que, atualmente, é muito difícil caracterizar tal infração, devido à falta de aparelho de medição.

Fonte: InfoMoney

Disponível em http://www.portaldotransito.com.br/noticias/ate-que-ponto-o-som-alto-pode-interferir-na-conducao-do-veiculo.html - Acesso em 15/03/2012

CQC 2012 primeiro programa - Proteste Já [lei seca] 12/03/12

5 de março de 2012

O Trânsito na Disciplina de Língua Portuguesa


Irene Rios

A disciplina de Língua Portuguesa está presente em todas as situações de ensino e aprendizagem, envolve comunicação e serve de instrumento de construção de conhecimentos em todas as áreas e temas. Por isso proporciona inúmeras possibilidades de trabalho com os temas transversais. Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais:

Os objetivos de Língua Portuguesa salientam também a necessidade de os cidadãos desenvolverem sua capacidade de compreender textos orais e escritos, de assumir a palavra e produzir textos, em situações de participação social. Ao propor que se ensine aos alunos o uso das diferentes formas de linguagem verbal (oral e escrita), busca-se o desenvolvimento da capacidade de atuação construtiva e transformadora. O domínio do diálogo na explicitação, discussão, contraposição e argumentação de idéias é fundamental na aprendizagem da cooperação e no desenvolvimento de atitude de autoconfiança, de capacidade para interagir e de respeito ao outro. A aprendizagem precisa então estar inserida em ações reais de intervenção, a começar pelo âmbito da própria escola. (BRASIL, 1997, p. 37)

Sendo assim, os conteúdos dos temas transversais, podem estar contextualizados com a aprendizagem da língua, fazendo com que o trabalho dos alunos resulte em produções de interesse do convívio escolar e da sociedade. Muitas das palavras e expressões, usadas na linguagem oral e escrita estão relacionadas ao trânsito. A seguir apresentamos um exemplo de atividades transversais relacionadas ao trânsito e a língua portuguesa.

Travessia arriscada

Atravessar a rua em nossas cidades é um desafio. Em determinados lugares, é preciso fazer uma grande caminhada até encontrar uma faixa de pedestre ou uma passarela. Após encontrar a tal faixa, para atravessar, tem que esperar, esperar e esperar.

Sinto isso na própria pele. Quando saio da universidade, preciso atravessar uma pista de mão dupla, com quatro faixas. Caminho até a faixa de pedestre e paro, aguardando a boa educação dos condutores. Depois de alguns minutos, alguém resolve parar, geralmente é um homem que aproveita para dizer alguma “gracinha”.

Mesmo vendo que o motorista de uma das faixas parou, só arrisco a travessia quando tenho certeza de que o condutor da faixa ao lado também está com o veículo parado. Muitos pedestres são atropelados porque não tomam tal precaução, ou seja, se precipitam e são atingidos pelos veículos da outra faixa.


Atravesso até o centro da pista, pois geralmente os condutores das faixas contrárias não pararam. Fico ali sem me mover, feito uma estátua, com veículos passando pelos dois lados. Passam tão perto que posso sentir o vento provocado por eles em meu corpo. Estico o corpo o quanto posso, permanecendo em posição de sentido. Coloco o quadril bem para frente, com receio de que seja atingido por algum dos veículos. Nesse momento, agradeço por não ser obesa.

Por incrível que pareça, muitos motoristas, mesmo percebendo a minha condição de perigo, seguem em frente sem dar a mínima importância.


Enfim, quando eles resolvem parar, termino a travessia. Chegar ao outro lado da rua é uma conquista. Dá uma sensação de alívio e de vitória ao mesmo tempo.

Temas: Pedestre, sinalização, respeito.

Atividades Reflexivas:


1. Quais as atitudes corretas e incorretas citadas na crônica?

Resposta pessoal

2. Comente as atitudes dos motoristas em relação aos pedestres.

Resposta pessoal

Atividades Gramaticais: artigo e numeral

1. Retire e classifique os artigos do 1º parágrafo do texto em definidos e indefinidos.

a: definido

um: indefinido

uma:
indefinido

2. No 2ª parágrafo da crônica há três artigos em contração com preposição. Encontre-os e retire-os

Na, da, dos.

3. Retire do 2º parágrafo, dois numerais, classificando-os.

Dupla: numeral multiplicativo

Quatro: numeral cardinal.

4.
Assinale as alternativas corretas:

a) No 3º parágrafo há:

( ) três artigos no plural

( ) Um artigo em contração com a preposição “em”.

( X ) Um artigo em combinação com preposição “a”.

b) No 4ª parágrafo há:

( X ) um numeral cardinal ( ) dois numerais ordinais

( ) um numeral multiplicativo ( ) dois numerais fracionários

c) No 5º parágrafo há:

( ) dois artigos masculinos

( X ) dois artigos femininos

( ) dois artigos no plural

É importante salientar que o ensino da língua não pode estar limitado a um tipo de texto. Na disciplina de língua portuguesa são estudadas diversas formas de linguagem oral e escrita, envolvendo diversos estilos de textos, que possibilitam ao professor uma grande quantidade de opções de temas para desenvolver juntamente com os conteúdos correspondentes a grade curricular. Quanto à linguagem oral, consta nas Diretrizes Nacionais de Educação para o Trânsito no ensino Fundamental que:

É fundamental que os alunos tenham acesso às diferentes formas de expressão escrita, coletadas em diversas fontes: livros, jornais, revistas, panfletos, folhetos, dicionários, enciclopédias, guias, gibis, etc. O trânsito pode ser trabalhado, especialmente, a partir da leitura, análise e interpretação de textos jornalísticos, pois é bastante comum encontrar nos jornais matérias sobre o assunto. No entanto, folhetos educativos, livros paradidáticos e de literatura, crônicas, quadrinhos, entre tantos outros recursos podem suscitar debates e reflexões. (BRASIL, 2009, p. 12 a 13).

Sobre a linguagem escrita relacionadas ao trânsito, os estudantes devem ser estimulados a produzir textos que contenham sua percepção sobre o trânsito de sua cidade. Os alunos, principalmente os adolescentes, podem contribuir na criação slogans, de panfletos, de cartazes e de outros materiais educativos para o trânsito.

Segundo Rozestraten (2004, p.19)

[...] temos um vocabulário especial de trânsito: todos os verbos que indicam movimento: andar, subir, descer, passar, correr, acelerar, desacelerar, frear e atravessar. Estes verbos podem ser acompanhados de advérbios indicando diversas modalidades: depressa, devagar, lentamente, rápido, continuamente. Temos uma série de palavras que se referem ao espaço: perto, longe, próximo, afastado, amplo, restrito, largo, estreito, além dos substantivos de distância, espaço, dimensões, altura, largura, comprimento.

Assim, a disciplina de Língua Portuguesa possibilita, por meio da interpretação, das formas de convencimento empregadas nos textos e da escrita, capacitar os discentes para o exercício da ética, da cidadania e das condutas seguras no trânsito.


Referências

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares nacionais: In: apresentação dos temas transversais. Brasília: MEC/SEF, 1998

______. Departamento Nacional de Trânsito. Diretrizes Nacionais da Educação para o Trânsito no Ensino Fundamental. Disponível em: http://www.denatran.gov.br/download/Portarias/2009/PORTARIA_DENATRAN_147_09_ANEXO_II_DIRETRIZES_EF.pdf. Acesso em: 07 de fev. de 2011.
ROZESTRATEN, Reinier J A. Educando para o trânsito: ensino fundamental. Campo Grande. UCDB, 2005.

SILVA, Irene Rios da. Quem? Eu? Eu Não! E outras crônicas de trânsito. Ilha Mágica Editora. São José, 2007.

23 de fevereiro de 2012

Física às margens da CAMPANHA PELA VIDA DA CRIANÇA NO TRÂNSITO


Em caso de acidente, que esteja usando o cinto!
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Assista ao vídeo, antes da leitura do texto:




O pai - dirigindo o carro - está de cinto. Ele colocou o cinto em si mesmo.

As crianças, no banco traseiro, estão sem cinto. Elas não colocaram seus cintos!

Não colocaram porque não sabem que precisam? Não colocaram porque não quiseram colocar? Ou não colocaram porque nem lembraram? Não importa! Era do pai a responsabilidade de fazê-las andar em segurança, com o cinto de segurança.

Se elas não sabiam: responsabilidade do pai ensinar-lhes, que se o carro for parado bruscamente, pelos freios ou por um obstáculo (em caso de colisão) é o cinto de segurança que as segura, fazendo-as parar e impedindo que se machuquem.

Se elas não quiseram: responsabilidade do pai mandar, exigir, determinar que coloquem os cintos. Se elas não querem colocar o cinto, mas também não querem machucar-se. Assim como não querem ver um ao outro, ou o pai, machucado.

Se elas não lembraram: era do pai a responsabilidade de lembrar-lhes. Crianças vivem mais sob o princípio do prazer do que pelo princípio da responsabilidade. Por isso é mais fácil que elas esqueçam do que precisam fazer para não se machucarem.

O que é fato: se não sabiam (e não foram ensinadas), ou não queriam (e não foram avisadas), ou nem lembraram (e não foram lembradas) - de colocar o cinto -, na colisão, o resultado é o mesmo!

Com a batida, o carro da frente (o obstáculo) parou o carro vermelho, impedindo-o de continuar seu movimento. O cinto parou o pai (motorista). As crianças, porém, não tendo nada que as segurasse, continuaram movendo-se como antes da colisão. Porque é assim que as coisas em movimento se comportam: continuam seus movimentos até que uma força faça-os cessar ou mesmo os modifique.

O cinto de segurança não tem a função de impedir a colisão, mas pode reduzir os danos causados pela inércia.

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O pai (motorista) SABE que numa colisão o cinto impede que as crianças continuem se movendo para a frente e evita que se machuquem contra os bancos da frente ou mesmo o para-brisas.

Ele NÃO QUER, certamente, que seus filhos se machuquem.

Será que NÃO LEMBROU de por os cintos nas crianças(ou pedir que pusessem elas mesmas)?





A colisão, agora iminente, é um perigo para o pai e seus filhos. Há pouco ele ria; distraído com a brincadeira das crianças. Agora, a consciência (tardia) do perigo suscita o medo. Daí o susto! Tarde demais... Ainda que houvesse tempo parar lembrar que seus filhos viajavam sem cintos, nada poderia fazer. Ainda que quisesse, não poderia segurá-las!


A colisão com o obstáculo faz o carro parar bruscamente. Ocorre uma desaceleração, brusca e forçada, que reduz a velocidade do carro desde o valor inicial (quanto estaria marcando o velocímetro antes do ocorrido?) até zero, num intervalo de tempo muito curto.



As crianças, e o pai, se moviam com a mesma velocidade do carro. A colisão parou o carro. O cinto de segurança parou o pai. Sem o cinto de segurança para segurar as crianças...


O cinto não teria evitado o acidente, mas impediria que as crianças continuassem se movendo. Isso evitaria que colidissem contra o para-brisas e o resto você já viu...

Fonte: